REPERCUSSÃO NACIONAL: Cidade paraibana ganha destaque na Revista Época e Folha de São Paulo

Paulista, alto sertão da Paraíba. A cidade de 11 mil habitantes começou a se destacar no ensino da matemática após uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira das Escolas Públicas em 2005. De lá para cá, a cidade conquistou prêmios em todas as edições das olimpíadas. A principal responsável por isso é a professora Jonilda Alves.

A cidade está em clima de festa depois de ser destaque na Revista Época e na Folha de São Paulo.

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Como Produzir Talentos

Na semana que antecedeu o Natal, eu e o fotógrafo Manoel Marques Neto enveredamos rumo ao alto sertão da Paraíba. Tínhamos como destino a pequena Paulista, uma cidade com 11.783 habitantes, a 397 quilômetros de João Pessoa, a capital do estado. Nossa missão era entender um fenômeno. Os estudantes do município paraibano, encravado no coração do semiárido nordestino, haviam se destacado em uma olimpíada de matemática, que mobilizou no ano passado 19,1 milhões de alunos da rede pública em todo o país. Os paulistenses conquistaram 22 prêmios. Foram cinco medalhas de ouro (um recorde para uma cidade desse porte), duas de prata, três de bronze e 12 menções honrosas. Tal resultado foi surpreendente. Superou, em termos proporcionais, o desempenho obtido pelos jovens entre 9 e 17 anos das principais cidades do Brasil.

À medida que seguíamos em direção ao interior, o cenário destoava cada vez mais de um ambiente que supúnhamos propício a um bom desempenho escolar. Principalmente em se tratando de uma disciplina como a matemática – o bicho-papão da estudantada.

Em longos trechos do percurso até Paulista, o que se via era o efeito da maior seca registrada na região nas últimas quatro décadas. A paisagem parecia ter sido destruída por um imenso incêndio. E foi. E ainda é. O Sol queima a região com temperaturas que vão além dos 40 graus nessa época do ano. Não chove, ali, desde outubro de 2011. Então, qual a explicação para tantas medalhas? Todas as respostas convergiam para um nome: Jonilda – ou melhor, professora Jonilda. Qual o seu segredo?

Maria Salete Laurentino gritou, riu e chorou. Fez tudo isso junto e misturado, repetidas vezes. Enquanto se dedicava a tais manifestações, ligou para todos os números que constavam da sua lista de contatos, no celular. Se eram muitos? “Só de irmãos tenho 13”, diz. Tamanha animação era justificável. Salete acabara de saber que a filha Miriam, de 12 anos, havia sido premiada com uma medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, a Obmep, cujos resultados foram divulgados em dezembro.

A vitória de Miriam não se resumia ao prêmio. Ela, na verdade havia superado um trauma. Poucos meses antes da disputa, a garota nutria pavor por matemática. De repente, transformou-se. Começou a se dedicar a matéria em três períodos ao dia. Pela manhã freqüentava a escola, à tarde estudava em casa e, à noite, fazia, aulas de reforço. Dormia sobre os livros. Preocupada, a mãe até lhe recomendava repouso. Qual o motivo da mudança? Miriam diz, em tom de brincadeira: “Foi a Jonilda que passou a mão na minha cabeça.”

Jonilda Alves Ferreira, de 44 anos, não tem poderes sobrenaturais, mas faz lá as suas mágicas. Natural de Paulista, leciona matemática desde 2002. Atualmente, dá aulas para seis turmas do 6º ao 9º ano, na Escola Municipal Cândido de Assis Queiroga. Na cidade, é identificada como a hospedeira de um vírus insólito – que disseminou uma febre por números. Os estudantes do município paraibano transformaram a matemática em brincadeira. “O melhor é que ela pode ser levada para qualquer lugar e nunca quebra”, diz Wanderson Ferreira, de 11 anos. O garoto já conquistou três medalhas na Obmep: dois ouros, em 2010 e 2011, e uma prata no ano passado. Adivinha de quem ele é filho? Da Jonilda.

Não é simples decifrar o dom de Jonilda, Ela fala em um ritmo pausado, quase sem variações no tom, como quem manifesta um certo fastio. A verborragia, definitivamente, não a brindou. Seu comportamento está a anos-luz dos professores espetáculo dos cursinhos pré-vestibular. Jonilda é calma – ao extremo. Tanta serenidade, no entanto, é interpretada de forma peculiar pelas crianças. “Ela transmite uma afetividade muito grande e isso é importante na educação”, diz Salete, a mãe de Miriam, também educadora (leciona história). “As crianças não têm medo ou vergonhas de conversar e tirar dúvidas com ela.”

O Método Sim, existe empatia, mas também há método. Embora não conheça o trabalho dos grandes gurus globais da educação, Jonilda conta com um repertório variado de estratégias para dominar a sala de aula. Grande parte dos preceitos de teóricos como o americano Doug Lemov, autor de Aula Nota 10, ela adota intuitivamente. “Eu nunca bato de frente com meus alunos”, afirma. “Sempre tento demonstrar que a turma pode contar com meuapoio.” Esse lado “gente boa” tem contrapartida. A professora não permite indisciplinas. “Mas isso é fácil evitar: basta manter as crianças, principalmente as mais ativas, sempre ocupadas”, diz. “Se o aluno não tiver tempo, ele não causa problemas.”

Jonilda adora inovar. “Não sou alucinada, mas tenho as minhas idéias.” E não são poucas. Ela tem como princípio que, para aprender matemática, é imprescindível vivenciá-la. Assim, as aulas sobre fração são ministradas em uma pizzaria. À medida que os pedaçinhos são cortados, ela mostra o significado de um oitavo, um quinto… A farmácia serve de âncora para lições sobre medidas, com base na dosagem dos medicamentos. Números decimais? Em um posto de gasolina. E os estudos de estatística nada têm de fictício. Os alunos coletam dados reais sobre a mortalidade infantil ou a incidência de doenças na população de Paulista. “Ela sempre foi assim”, diz Jocemar Alves Ferreira, também professora (leciona história) e irmã de Jonilda. “Sempre gostou de inventar.”

Jonilda também faz questão de envolver os pais nas lições de casa e não mede esforços para elogiar o bom desempenho dos alunos. Só não aceita respostas prontas, plagiada dos livros, sem escala no raciocínio dos estudantes. “Os alunos gostam e precisam ser desafiados”, diz. “Se a gente consegue estimulá-los, eles vão além do óbvio.” É o termo desafio, aliás, que explica em grande parte o sucesso das olimpíadas entre a garotada de Paulista. Nesse jogo, eles não só aprendem como se envolvem em uma saudável disputa.

Ano — Ouro – Prata – Bronze – Menção honrosa – Total

2005 — / — / — / — 7 — 7

2006 — / — / — / — 5 — 5

2007 — / — / — / — 1 — 1

2008 — / — / — / — 5 — 5

2009 — / — / — 1 — 1 — 2

2010 — 1 — / — 2 — 6 — 9

2011 — 1 — 1 — 3 — 12 — 17

2012 — 5 — 2 — 3 — 12 — 22

Época Negócios 

Da Redação 
Com Clickpb

Jornal do Capital de Risco destaca matéria do Expresso PB em seu site

O Site do Jornal do Capital de Risco (paper.li), Indexador de matérias a respeito do empreendedorismo destacou neste domingo (04) matéria do Expresso PB a respeito do Prêmio Destaque Expresso 2011 na categoria Prefeito Empreendedor onde o Prefeito de Mari Antonio Gomes venceu enquete do nosso site.

Jornal_Online

Print da Página do Site do Jornal do Capital de Risco

A indexação das matérias relativas ao tema é feita em sites de todo país e as matéria consideradas de relevancia são destacadas no portal do Jornal Capital de Risco.

Na edição deste domingo 45 sites colaboraram com a pauta do referido jornal.

Da Redação 
Do Expresso PB

Bom Dia Brasil repercute o clima de terror provocado nas escolas de JP pela ‘Al-Qaeda

bomdiabrasil01O clima de terror instalado nas escolas ontem (13) foi repercutido em rede nacional na manhã desta quarta-feira (14), o telejornal Bom Dia Brasil trouxe imagens do Lyceu Paraibano afirmando que a escola foi invadida por dois adolescentes.

Os adolescentes foram detidos pela polícia que na reportagem considerou o caso como fato isolado, mas mesmo assim o policiamento foi reforçado.

A Secretaria de Educação do Estado informou que as aulas estão retornado normalmente nesta manhã.

Da Redação
Com Clickpb

Uol destaca: Por falta de equipamentos, médicos usam furadeira para cirurgias delicadas na PB

Print da matéria publicada no Portal Uol

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Médicos que atuam no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa (PB), o maior do Estado, estão utilizando furadeira de marcenaria, a mesma usada na construção civil, nas cirurgias.

De acordo com denúncia feita na manhã desta segunda-feira (5), pela Associação Médica da Paraíba, o equipamento craniótomo (utilizado para fazer perfurações no crânio) está quebrado há mais de um ano e, portanto, os profissionais só têm a furadeira como opção.

O risco de morte, segundo a associação, aumenta consideravelmente, visto que com a furadeira, o tempo da cirurgia aumenta para uma hora. Com o craniótomo, o tempo médio é de dez minutos, conforme informou a associação, responsável por um extenso relatório de irregularidades no Hospital de Emergência e Trauma.

Pelo menos 35 pacientes por mês teriam a necessidade da cirurgia, considerada delicada.

A associação também denunciou a falta de macas na unidade hospitalar e as condições desumanas enfrentadas pelos pacientes. Os médicos também não foram poupados.A sala de repouso dos profissionais, conforme a associação, foi extinta na semana passada.

O UOL Notícias tentou falar com o secretário de Saúde do Estado, Waldson de Souza, mas ele não atendeu as ligações. A assessoria de imprensa do governo do Estado ainda não de pronunciou sobre o caso.

Terceirização

O Hospital de Trauma é a principal unidade hospitalar da Paraíba. Como o próprio nome diz, é referência para emergências e traumas.

Há dois meses, o governo do Estado passou a administração para a organização social Cruz Vermelha, sob alegação de economia de R$ 4 milhões.

Segundo o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) essa mudança não contribuiu para a melhoria do atendimento à população e os problemas de antes, ainda existem.

Da Redação
Com
UOL Notícias Especial

Repercussão Nacional: Rapaz é internado após passar uma semana em galinheiro na Paraíba

Rapaz passou por avaliação médica após passar uma semana em galinheiro em Pilõezinhos (Foto: Michele Marques/Portalmidia.net)

Rapaz passou por avaliação médica após passar uma semana em galinheiro em Pilõezinhos (Foto: Michele Marques/Portalmidia.net)

Um rapaz de 32 anos foi internado na manhã desta segunda-feira (23), em uma unidade do Centro de Assistência e Promoção Social (Caps) de Guarabira (PB), após passar uma semana em um galinheiro da família, no sítio da zona Rural de Pilõezinhos (PB). Ele deve passar por nova avaliação médica nesta quarta-feira (24).

A mãe dele, uma agricultora de 55 anos, relatou que manteve o filho no local depois que ele começou a fugir de casa e a ficar mais agressivo. “Ele tem quarto, as coisas dele, mas ele nunca quis usar roupa. Desde pequeno, de criança que ele anda nu. Só agora, depois que ele começou a fugir que prendi ele. Mas eu solto e dou água, comida e o remédio para ele”, disse a agricultora em entrevista à Rádio Constelação FM.

A enfermeira Edneide Monteiro foi ao sítio onde estava o rapaz e disse que não o encontrou preso. “Ele estava solto e não era maltratado. Apresentava um pouco de agressividade, mas o levamos até o Caps de Guarabira, que tem melhores condições de antendimento para esse tipo de quadro clínico.”

A médica Ana Cristina Coutinho, responsável pelo atendimento ao rapaz, disse que ele está recebendo medicação antipsicótica. “Trata-se de um quadro de retardo mental grave, que não tende a mudar com os anos, aliás, a tendência é de que a situação piore com os anos. A mãe nunca deixou faltar medicamento ao filho.”

Ana Cristina afirmou ainda que o rapaz tem problemas de concentração e agressividade. “Ele tem dificuldade de consciência, altera quadros de agressividade e calma, além de problemas de obediência. Isso em uma criança é mais simples de cuidar, agora, imagina um quadro desse em um homem adulto.”

“O rapaz já é conhecido na cidade. Ele anda nu, sempre atrás de animais, mas acho que o problema agora foi que ele fugiu, saiu de casa e isso deixou a mãe preocupada. Ela é uma mulher simples, que cuida do menino com o carinho característico de mãe”, disse Júnior Mendes, prefeito de Pilõezinhos.

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Rapaz de 32 anos deve passar por nova avaliação médica após andar nu e passar uma semana em galinheiro (Foto: Michele Marques/Portalmidia.net)

Da Redação
Matéria do Portal Mídia.net/Reprodução G1