Bipolarização do poder político é comum. O que fazer? – Por Damásio Junior

Professor Damásio Junior

A política partidária nos municípios brasileiros, nos estados, a nível nacional e a nível internacional tem como algo semelhante a bipolarização da disputa pelo poder.

Na região que moro no interior da Paraíba, presencio que a oportunidade para governar alguns municípios só é permitida para famílias tradicionais e que normalmente culturalmente uma terceira opção não consegue obter êxito. Já, que o povo automaticamente acaba indo defender a bandeira dos grupos tradicionais A ou B. Existem alguns exemplos bem claros , tais como: Alagoinha só a família Beltrão, lado amarelo ou vermelho; Alagoa Grande, família Régis e Bosco Carneiro; Guarabira os Paulinos e os Toscanos. Mas como assim? Simples, em 2008 nos três municípios o terceiro candidato no máximo alcançou 5% dos votos, ou seja, é a  tendência para que nestas localidades a disputa eleitoral fique concentrada nos grupos tradicionais.
No Brasil, observo que a bipolarização é entre o PT e o PSDB, tendo o PMDB como o fiel da balança que para onde for decidi o pleito. Constato esta centralização facilmente pela história da nossa política onde existiam outra siglas partidárias que correspondem a estes atores atuais, e, nos últimos pleitos normalmente os candidatos que ocupavam a 3ª posição no fim  alcançavam em média 6% do eleitorado brasileiro, porém, destaco , que na última eleição presidencial a Marina Silva chegou próxima dos 20%, obteve 19,33% ,mas sucumbe ao anonimato neste momento. Portanto, demonstra que o 3º candidato não poderá ter o mesmo desempenho dela, mas, manter a média histórica entre 3% a 6%.
Agora, não podemos dizer que o nosso povo não é politizado, pois, em países com um nível democrático mais desenvolvido e adotado bem antes que o Brasil, tem características semelhantes à nossa realidade.Observem; nos Estados Unidos, a briga fica concentrada entre os republicanos e democratas, na Inglaterra, é entre os conservadores e trabalhistas e em muitos outros países espalhados pelo mundo como na Alemanha, na França e na Itália a luta pelo poder também é bipolarizada.
Acho importante, que possamos ter a leitura da realidade e até a coragem de romper com as tendências, no entanto, defendo que seja feita de uma forma consciente e trazendo propostas de renovação claras e objetivas que consigam atrair o povo e modificar tal realidade de bipolarização que marcam nossa história local, regional, nacional e até mundial.
O contexto político é marcado por uma democracia dominada pelos partidos políticos e o poderio econômico que são demonstrados desde um município pequeno a uma grande potência mundial. Exemplos: Quando um partido político é forte eu um pequeno município do interior ele tem “ajuda” de um pequeno comerciante que investe no seu candidato, em busca do retorno. Em um pleito eleitoral nas grandes potências mundiais acabam existindo redutos eleitorais de um ou do outro partido e as campanhas eleitorais são financiadas por grandes empresas multinacionais. Ou seja, guardadas as respectivas proporções são realidades parecidas.

Mudar é preciso. Como mudar? Será que o povo quer mudar de fato? Não sei. Quem sabe?

José  Damásio Ferreira Alves Junior
Colunista