Preso ferido em rebelião no presídio do Róger morre no hospital

Morreu na madrugada deste sábado (18) um dos detentos feridos na rebelião que aconteceu na tarde desta sexta-feira (17) na Penitenciária de Segurança Máxima Desembargador Flósculo da Nóbrega, o presídio do Roger. A morte foi confirmada na manhã deste sábado (18) pelo tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba (Seap). O nome do detento não foi divulgado.

O tenenente-coronel afirmou ainda que desde a madrugada a situação no presídio do Roger está tranquila. No entanto, segundo ele, foram adotadas alguns procedimentos de “pós-crime”. O policiamento está intensificado e uma sindicância para descobrir quais os presos envolvidos no tumulto e quais foram os agressores do detento preso.

A rebelião no Roger teve início na tarde da sexta-feira (17) quando presos do 5º pavilhão tentaram invadir o 4º. Os policiais que fazem a vigilância das guaritas tentaram conter os detentos com tiros. O barulho chamava a atenção e assustou quem mora na vizinhança. Muitos tiros puderam ser ouvidos durante toda a tarde.

Familiares de presos, preocupados com seus parentes, também foram para a porta do presídio em busca de informações. A Tropa de Choque da Polícia Militar foi chamada para conter o tumulto e muitas ambulâncias estiveram no local para resgatar homens feridos, que foram levados, 10, para o Hospital de Emergência e Trauma, e quatro para o Ortotrauma de Mangabeira.

Na última quarta-feira (15), o mesmo presídio foi palco de outra rebelião. Na ocasião, o tenente-coronel Arnaldo informou que o tumulto foi motivado por conta da falta de água na região. A polícia chegou a ser chamada, usou armamento não letal e a situação foi controlada sem deixar feridos graves.

Da Redação

Com JP on line

Estuprador que violentou mãe é espancado em presídio de CG

É grave o estado de saúde do pedreiro Antônio Reginaldo Silva dos Nascimento, 50 anos, que confessou ter estuprado a própria mãe uma idosa de 74 anos. O crime que ocorreu na última segunda-feira (2), no Distrito de São José da Mata, em Campina Grande, mas a prisão do homem foi realizada nesta quinta-feira (5).

Ele estava preso em uma cela do seguro do Presídio de Segurança Máxima de Campina Grande “Serrotão”, quando os detentos espancaram o estuprador. Os outros presos não aceitaram a presença do estuprador no local.

De acordo com agentes penitenciários da unidade prisional, Antônio Reginaldo estava em um local onde ficam presidiários acusados de estupros, tráfico de drogas e homicídios.

As agressões foram fortes que o detento teve graves ferimentos e foi encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande onde passou por várias cirurgias e está internado na UTI.

Além desse crime, ele é acusado de estuprar uma menina de 11 anos durante os festejos juninos no Parque do Povo.

Entenda o caso:

O pedreiro Antônio Reginaldo Silva dos Nascimento, 50 anos, foi preso nesta quinta-feira (5), no Distrito de São José da Mata, região de Campina Grande.

Segundo informações de familiares, a vítima estava em casa quando o filho chegou embriagado e violentou sexualmente a própria mãe uma senhora de 74 anos.

O crime foi denunciado pela filha da mulher. O acusado foi detido e durante depoimento na Delegacia Regional de Polícia Civil, no bairro do Catolé, recebeu voz de prisão devido a um mandado de prisão expedido pela Justiça criminal da cidade.

Ao ser preso ele confessou o crime e disse que não se lembrava dos detalhes porque na hora do estupro estava bêbado.

Da Redação

Com Hyldo Pereira/Portal Coreio

Familiares de detento são extorquidos para pagar dívida por tráfico de drogas dentro do presídio do Róger

Os famíliares de um detento do Presídio do Róger, em João Pessoa, estão sendo extorquidos diariamente por outros presos da mesma unidade prisional. Eles estão sendo obrigados a pagar semanalmente a quantia de mais de R$ 300 por dívidas com drogas. “Ou paga ou morre.”

A denúncia está sendo feita por familiares de um detento que está preso e prefere não identificá-lo, nem se identificar (vamos chamar um dos denunciantes de Dodó), para evitar represálias, inclusive temendo pela própria vida.

Os presos acusados da extorsão alegam que o detento tem dívidas com eles por compra de drogas. Seu Dodó diz que no mês passado pagou várias pacelas da suposta dívida.

Foi paga até agora uma quantia de aproximadamente R$ 2 mil.

Seu Dodó, um familiar do preso, pede ajuda à Justiça. Ele alega que a família não pode mais pagar as supostas dívidas de drogas, pois não tem emprego, vivem de ‘bicos’ e já venderam vários objetos de dentro de casa, como máquina de lavar (tanquinho), um televisor e uma máquina de costura da sua esposa.

Os familiares do detento acham um ‘absurso’ estarem passando por uma situação como esta. Eles não conseguem entender como é que dentro de um presídio possa existir uma atividade como o tráfico de drogas.

Eles contam ainda que o rapaz está preso e não nega que tenha adquirido o vício pelas drogas depois que foi levado para o Presídio do Róger, na Capital. Uma decisão que o preso teve que tomar dentro do Róger foi com relação a participar de uma das facções criminosas, Al Qaeda ou Estados Unidos.

Quanto aos encontros para o pagamento da dívida pela suposta droga, Seu Dodó conta que eles acontecem em um ponto do Centro da cidade de João Pessoa. As parcelas do dinheiro já foram pagas a mulheres e homens de identidades diferentes que ele não sabe identificar.

O que chamou a atenção de Seu Dodó é que todas as vezes que o cobrador recebe o dinheiro liga para um dos presos que comanda o tráfico no Presídio e passa o telefone para a vítima da extorsão. Ele fala com a pessoa do outro lado da linha, que não sabe quem é, e diz que ‘já está tudo certo’, isto é, pagou o dinheiro da dívida da droga.

Antes de se encontrar com o cobrador da dívida, Seu Dodó conta que tem que informar a roupa que vai usar para poder ser identificado e repassar o dinheiro.

O promotor do Cidadão Valberto Lira, procurado pela nossa reportagem, foi informado sobre a situação de seu Dodó. Ele considerou o caso muito grave e disse que vai tomar as providências necessárias para solucionar o problema.

Da Redação

Com Correio da Paraiba via PB Acontece

MPPB pede interdição parcial de presídio de CG e instaura inquérito civil público

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) pediu a interdição parcial e administrativa de três presídios de Campina Grande – Penitenciária Máxima, Serrotão e Penitenciária Regional Feminina – ao Juízo da Execução Penal. Além disso, também foi instaurado um inquérito civil público para  apurar as irregularidades verificadas após informações repassadas ao promotor das Execuções Penais de Campina Grande, Antônio Barroso Pontes Neto.

“Vamos colher elementos e provas para embasar uma eventual e posterior ação civil pública”, informou o promotor.  Os dados preliminares foram fornecidos pelo Formulário de Avaliação Anual dos Estabelecimentos Penais de Campina Grande.

O pedido de interdição, prosseguiu Antônio Barroso, “se deu em razão de diversos e flagrantes descumprimentos da Lei da Execução Penal (LEP), principalmente dos artigos 85 e 88”. Os artigos citados dizem respeito à lotação incompatível com a capacidade e estrutura, com área mínima de 6 m², além de condições de insalubridade do ambiente e condicionamento térmico inadequado à existência humana.

Também verificou-se outras desobediências à LEP: inexistência de classificação dos condenados (artigo 5); inexistência de assistência ao egresso (artigos 25, 26 e 27); inexistência de instalação destinada a estágio de estudantes universitários e de salas de aulas destinadas a Cursos do Ensino Básico e Profissionalizante (artigos 83, parágrafos 1º e 4º); falta de assistência material (artigo 41, incisos I e VII); precariedade da assistência jurídica (artigos 15, 16, parágrafo 1ºe 41m VIII); inexistência de assistência educacional (artigos 17 a 21, e artigo 41, VII) e ausência de local apropriado para cultos religiosos (artigo 24).

“O pedido de interdição parcial tem o sentido de que o Juízo da Execução Penal permita a permanência de presos de acordo com a capacidade de cada presídio”, destacou o promotor. Neste caso, o Serrotão pode comportar 300 detentos, a Penitenciária Máxima, 150, e o Presídio Feminino, 30.

Da Redação

Com Assessoria MPPB – Focando a Notícia

Bilhete encontrado com Mulher presa CG tinha detalhes do rateio do dinheiro do assalto ao BB de Aroeiras

Uma mulher foi presa na tarde desta sexta-feira, 20, ao tentar entrar no Presídio do Serrotão, em Campina Grande, para visitar o apenado Alberto José de Araújo, o Betinho. Valdelúcia Correia é cunhada de Betinho e disse à polícia que foi obrigada pela sua irmã a ir até o presídio levando um bilhete e cópias de processos para o detento.

O bilhete encontrado com Valdelúcia deveria ser entregue ao preso Dilian Muniz de Queiroz, conhecido como “Monstro”. Segundo apurou a polícia, o bilhete trazia ameças de morte a três detentos: Gilmar, Tiago e Renan, além de conter instruções de como deveria ser feito o rateio de R$ 100 mil, fruto do assalto à agência do Banco do Brasil de Aroeiras.

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Em depoimento, Valdelúcia Correia disse ainda que os detentos Gilmar, Tiago e Renan estavam sendo ameaçados de morte porque teriam “dedurado” o “Monstro” quando foram ouvidos no processo que investiga o caso.

Da Redação 
Com Portal Correio
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