PF realiza operação para apreender documentos de irregularidades do Jampa Digital

A Polícia Federal na Paraíba, em conjunto com a Controladoria-Geral da União desencadeou, na manhã desta sexta-feira,11, a Operação “LOGOFF”, com o objetivo de apreender novos elementos de prova de irregularidades já constatadas no procedimento licitatório e na execução do contrato celebrado entre a Prefeitura Municipal de João Pessoa/PB e a empresa vencedora do certame de licitação, ocorrida para fins de “Criação da Plataforma de Convergência Social e Digital de João Pessoa”, projeto esse conhecido como “Jampa Digital”,custeado com recursos públicos federais repassados ao município pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Estão sendo cumpridos 06 (seis) mandados de busca e apreensão na sede da empresa na Bahia e em suas filiais no Estado de Pernambuco, bem como nas residências dos seus sócios e nos setores de licitação e de compras da Prefeitura de João Pessoa/PB. Participam da referida Operação 30 policiais federais e 07 servidores da Controladoria Geral da União.

Investigações realizadas revelaram ajustes entre as empresas com o objetivo de fraudar o caráter competitivo da licitação, bem como desvio de recursos públicos em razão de superfaturamento por sobrepreço.

Da Redação 
Com Clickpb

Deputado estadual dispara contra CPI do Jampa Digital: ‘Será pior que a dos Outdoors’

Recentemente após quase 7 meses de investigação e depoimentos, a tão badalada ‘CPI dos Outdoors’, teve o seu relatório final apresentado. O que resultou para muitos deputados, jornalista e aqueles que acompanham a política paraibana, como um fiasco.

Há um outro pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia, que é a do ‘Jampa Digital’. E segundo o líder do Governo na Casa, deputado Hervázio Bezerra (PSDB), se aberta essa CPI, será pior que a dos outdoors.

“Essa CPI (Jampa digital) terá o destino pior que a outra (Outdoors). Essa será pior porque a responsabilidade é da Câmara Municipal de João Pessoa, e a Assembleia, não pode usurpar o direito do poder legislativo municipal de João Pessoa, ou qualquer outra Câmara. Isso é um assunto restrito a Capital”, enfatizou o parlamentar estadual.

Hervázio disse que se a Assembleia der o parecer para a abertura da CPI do Jampa Digital, estará ferindo a Constituição: “De acordo com a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Câmara Municipal de João Pessoa, essa abertura desta CPI é de única responsabilidade da Câmara e não da Assembleia Legislativa”, frisou bem o líder do Governo na Assembleia, Hervázio Bezerra.

Da Redação

Com Fábio Augusto/Paraiba Já

Deputado protocola na ALPB pedido de instalação da CPI do Jampa Digital; saiba quem assinou

Foto Ilustrativa

Com quinze assinaturas, o deputado estadual Aníbal Marcolino (PSL), protocolou junto a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, um requerimento solicitando a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito uma suposta fraude no sistema de internet sem fio adquirido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, o chamado Jampa Digital.

O projeto desenvolvido pela gestão socialista na Capital tinha como objetivo oferecer internet gratuita para vários bairros da Capital paraibana, mas foi alvo de denúncia no programa Fantástico, da Rede Globo, após não funcionar em nenhum ponto onde era garantido o sinal da internet.;

“Estamos com 15 assinaturas, seriam dezesseis, mas o deputado Marcio Roberto está viajando. Esperei por ele até a data de hoje, mas infelizmente ele não chegou na Assembleia, estamos fazendo o protocolo e a denúncia merece uma minuciosa investigação”, falou.

Aníbal contou que a denúncia possui um fato determinante e agora possui também o número de assinaturas necessárias para que o fato seja investigado

Para o parlamentar, alguns questionamentos levantados na denúncia veiculada em Rede Nacional devem ser esclarecidos, já que não se tratam de ilações e sim de fatos que foram devidamente expostos e colocados sob suspeita.

“Como é que você beneficia uma empresa, comprando equipamentos superfaturados que a diferença dos preços chega a R$ 25 mil em cada Câmara e essa mesma empresa beneficia a candidatura como candidato ao Governo do Estado. Parece-me um dinheiro bumerangue, que vai e que volta”, analisou. Assinaram o requerimento:

Vituriano de Abreu (PSC)

Guilherme Almeida (PSC)

Daniella Ribeiro (PP)

Toinho do Sopão (PTN)

Frei Anastácio (PT)

Luciano Cartaxo (PT)

Anísio Maia (PT)

Janduhy carneiro (PPS)

Gervasio Maia (PMDB)

Olenka Maranhão (PMDB)

Raniere Paulino (PMDB)

Chica Mota (PMDB)

Anibal Marcolino (PSL)

Andre Gadelha (PMDB)

Arnaldo monteiro (PSC)

O deputado Caio Roberto (PR), apesar de se dizer integrante da bancada de oposição não subscreveu o requerimento da bancada.

Da Redação
Com PBagora

Ricardo diz que denúncia do Jampa Digital é para lhe atingir

Após retornar de um viagem de uma semana à Índia, o governador Ricardo Coutinho (PSB) falou pela primeira vez nesta segunda-feira (2) sobre os supostos problemas no projeto Jampa Digital. Prefeito no período que o projeto foi implantado, ele negou que existam irregularidades e disse que as denúncias são plantadas pela imprensa para “criminalizar seu governo”. As declarações dele foram dadas durante seu programa semanal de rádio.

Reportagem do ‘Fantástico’ no último dia 25 constatou falha no projeto. Durante 30 dias, a equipe tentou várias vezes, sem sucesso, realizar conexões em diversos pontos da cidade. A reportagem também mostrou u representante da empresa Ideia Digital, responsável pelo projeto, propondo pagamento de propina a um repórter da Rede Globo que se passava por funcionário de um município da Paraíba.

A empresa negou através de nota que esteja envolvida em esquemas ilegais.O Jampa Digital está sendo investigado pelo Ministério Público da Paraíba, Ministério Público Federal, Tribunal de Contas do Estado e Controladoria Geral da União.

“Não existe nenhuma irregularidade no projeto. Se tivesse eu seria o primeiro a determinar a apuração. A licitação foi considerada regular pelo Tribunal de Contas do Estado”, disse Ricardo durante seu programa semanal de rádio. Para o governador a reportagem não mostrou nenhum crime. “Não sobra exatamente mada, há não ser a tentativa de criminalizar o governo do estado”, completou.

Com relação ao fato de ter sido constatado falhas na conexão de internet do programa, Ricardo minimizou e disse que se tratava de um fato isolado. “Se um dos pontos apresentou um defeito que se faça o conserto. Qual o motivo para um escândalo desses”, questionou o governador da Paraíba.

“Mentiras têm pernas curtas. Cada denúncia infundada terá respostas, seja a resposta judicial ou seja a resposta política”, completou o governador durante o seu programa de rádio.

O prazo para a conclusão do Jampa Digital é dia 1º de outubro deste ano, segundo convênio firmado com o Ministério da Ciência e Tecnologia. De acordo com a Prefeitura de João Pessoa, o Jampa Digital foi orçado em R$ 27 milhões, quando foi concebido em 2010, mas a prefeitura diz que o governo federal contingenciou os recursos e repassou apenas R$ 4,7 milhões e que ela investe R$ 1,5 milhão.

Conforme informações do Portal da Transparência, o Ministério da Ciência e Tecnologia repassou R$ 4,756 milhões para Prefeitura de João Pessoa em outubro de 2009. O ministério afirma que o projeto prevê a instalação de 20 torres de retransmissão, 20 pontos de internet pública, 133 pontos de internet em equipamentos da área de educação, 65 da área de saúde, 33 de desenvolvimento social, 8 de Ciência de Tecnologia, 23 em unidades administrativas e 36 câmeras de monitoramento.

Uma prestação de contas parcial, feita em agosto de 2011, mostra que dos 20 pontos de internet pública, 11 foram instalados, conforme o Ministério da Ciência e Tecnologia. A pasta diz ainda que fez uma vistoria em João Pessoa nos dias 7 e 10 de fevereiro últimos e que o laudo da inspeção está sendo elaborado.

Da Redação 
Com Jornal da Paraíba

Prefeitura da Capital se defende de denúncia sobre corrupção em licitação do projeto Jampa digital

O projeto Jampa Digital, executado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) em parceria com o Governo Federal, sofreu corte de R$ 22,3 milhões, provocando mudanças no projeto e, consequente atraso na instalação do programa. Com a reformulação, o prazo de conclusão da implantação está previsto para 1º de outubro deste ano, conforme prevê plano de trabalho do convênio firmado com o Ministério da Ciência e Tecnologia, estando ainda em plena fase instalação.

O projeto foi alvo de matéria do programa Fantástico, na noite de domingo (25), e, em nenhum momento, provou ou comprovou a existência de pagamento de propina por parte da Prefeitura de João Pessoa, mas sim, de casos que existiram na Bahia.

Da mesma forma como aconteceu com o caso da matéria da merenda escolar e que, recentemente, a Prefeitura provou na Justiça, a partir de decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), a inexistência de qualquer irregularidade no processo de licitação e contratação da empresa SP Alimentação.

Sobre a suspeita de superfaturamento, mais uma vez, a reportagem não conseguiu provar ou comprovar a suposição. A Prefeitura de João Pessoa desconhece a metodologia de pesquisa e de comparação de preços utilizados pela equipe da TV. O que podemos afirmar é que houve uma licitação, cujo edital e termo de referência, foram encaminhados ao TCE do Estado, os quais passaram por algumas considerações pela auditoria daquele Tribunal, que foram devidamente acatadas. Portanto, o procedimento foi absolutamente legal.

Além disso, como ocorre com todo processo de licitação, o poder público tem que comparar os preços em questão com as empresas que disputam a concorrência, e que a empresa vencedora fez, à época, a melhor proposta.

Contingenciamento – O projeto Jampa Digital, executado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) em parceria com o Governo Federal, sofreu corte de R$ 22,3 milhões, provocando atraso na instalação do programa. O prazo de conclusão de implantação está previsto para 1º de outubro deste ano, conforme prevê plano de trabalho do convênio firmado com o Ministério da Ciência e Tecnologia, estando ainda em plena fase instalação. Ambas as informações não foram mencionadas pela reportagem, apesar do município as terem repassado.

O projeto foi concebido em 2010 e orçado em R$ 27 milhões, com contrapartida de R$ 1,5 milhão por parte da PMJP. Entretanto, daquele ano até hoje, os recursos foram contingenciados, sendo repassados ao município de João Pessoa apenas R$ 4.756.000 dos R$ 27 milhões iniciais.

Novo projeto – O contingenciamento realizado pelo Governo Federal e a consequente redução brusca no valor total do projeto, prejudicou o processo de implantação, razão pela qual, ainda está em andamento. A área de abrangência do Jampa Digital também precisou ser readequada à nova realidade financeira.

“Após iniciada a instalação dos equipamentos foi necessário fazer um novo estudo de viabilidade, tanto por conta do corte do orçamento como também pela impossibilidade de cumprimento das premissas originais”, explicou Adrivagner Dantas, coordenador da Unidade Municipal de Tecnologia da Informação (UMTI). Ele esclarece ainda que quando o estudo foi acabado, uma nova versão do Plano de Trabalho foi apresentada ao MCT, com o intuito de ajustá-lo à nova realidade do projeto, adequando os itens relacionados aos serviços, que foram redimensionados.

“A resposta por parte do MCT à solicitação do ajusto no Plano de Trabalho demorou 10 meses, e provocou a interrupção das atividades do projeto. Ou seja, tivemos praticamente que refazer todo o projeto e, após isso, aguardar quase um ano para que o Ministério aprovasse a nova proposta para iniciarmos de novo os processo de instalação”, explicou.

Locais – O Jampa Digital está instalado nas praças do Ponto de Cem Reis (Centro), Coqueiral (Mangabeira), Soares Madruga (Valentina) e Bela (Funcionário II), além da orla (entre as praias de Tambaú e Cabo Branco). Há problemas de conectividade no trecho entre a praia de Tambaú e a Estação Cabo Branco, devido a falhas em um dos equipamentos, que foi encaminhado ao fabricante, já que ainda está na garantia.

Os outros pontos têm uma média diária de 300 conexões, oscilando em alguns momentos devido a quantidade de usuários conectados ao mesmo tempo. “Todos esses pontos e as respectivas qualidades de conectividade estão sendo avaliadas para que se façam as correções necessárias até a conclusão do processo, procedimento comum nesse período de instalação”, reforçou Dantas.

Recursos – O Ministério da Ciência e Tecnologia repassou R$ 4.756.000,00 (quatro milhões setecentos e cinquenta e seis mil reais) e a PMJP está investindo R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) no Jampa Digital, totalizando R$ 6.256.000,00 (seis milhões, duzentos e cinquenta e seis mil reais).

Até o presente momento foram investidos R$ 3.759.857,00 de recursos da União e R$ 1.500.000,00 de recursos da Prefeitura, que foram utilizados para aquisição de equipamentos e prestação de serviço especializado. O restante, R$ 996.143,00, está na conta do convênio, recebendo as devidas atualizações monetárias, e será aplicado para a conclusão do projeto.

Conclusão – O plano de trabalho firmado no termo aditivo do convênio compreende a oferta de serviços de internet em 23 unidades administrativas, 20 pontos de internet pública, 65 pontos em Unidades de Saúde da Família e em 133 escolas e creches, 33 unidades de Desenvolvimento Social, oito estações digitais, 10 estações de rádio base e 36 câmeras de monitoramento. Vale lembrar que o projeto está em pleno período de implantação, com previsão para conclusão até o mês de outubro, conforme contrato com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Da Redação

Com Secom JP – MaisPB