A Polícia Civil de São Paulo prendeu no final da manhã desta quinta-feira (9) um suspeito que confessou ter participado da morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, em um estacionamento da USP (Universidade de São Paulo) no dia 18 de maio deste ano.
Segundo o delegado Maurício Guimarães Soares, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), o suspeito foi entregue pelo próprio advogado.
Na versão do suspeito, o objetivo era roubar o carro da vítima, que teria reagido com um soco. O suspeito que se entregou apontou um cúmplice como o autor do disparo que matou Paiva. Esse outro homem está foragido.
Essa versão confirma a suspeita da Polícia Civil, de que se trata de um caso de latrocínio (roubo seguido de morte). Se for condenado, o suspeito deve responder pelo artigo 157 do Código Penal, que trata sobre o crime de roubo. É prevista até a pena máxima para quem comete latrocínio: 30 anos de prisão.
A Polícia Civil deve dar mais detalhes sobre a prisão no final da tarde desta quinta.
Relembrando o caso
As câmeras de segurança mostraram o estudante próximo a um caixa eletrônico, mas os peritos não encontraram dinheiro com ele. A polícia investiga então se Paiva teria feito o saque e se os suspeitos teriam levado o dinheiro.
Uma testemunha também teria dito aos policiais que pode ter visto os suspeitos quando estava no ponto de ônibus do campus. Ele ainda contou que os homens foram atrás de Paiva quando este estava próximo ao caixa eletrônico.
Paiva ainda tentou entrar no carro blindado, mas não deu tempo. Após balear o jovem, os bandidos fugiram sem levar nada.







