A banda Paralamas do Sucesso, uma das precursoras do rock brasileiro e a primeira do Brasil a ser reconhecida internacionalmente, vai abrir o ano de 2013 nas areias da praia do Cabo Branco, em João Pessoa. Cantando sucessos como “Ela disse adeus”, “Cuide bem do seu amor” e “Lanterna dos afogados”, a banda agitará as mais de 400 mil pessoas esperadas para o show.
Antes da apresentação da banda, a Capital paraibana verá a queima de três toneladas de fogos de artifício, em show pirotécnico com 14 minutos de duração. Antes da passagem do ano, porém, se apresentam a Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste, às 20h, e o grupo Capim Cubano, às 22h da segunda (31). A festa será encerrada ao som do frevo, com Mestre Forró e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, que vai animar o público até o amanhecer.
Das festividades programadas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope), a banda Paralamas do Sucesso é a principal atração. O grupo comandado pelo vocalista paraibano Herbert Viana promete incendiar a madrugada do primeiro dia do novo ano com um show eletrizante e memorável. No repertório, canções como “Sem mais adeus” e “Óculos” estão confirmadas.
Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste
Às 20h, a Orquestra Sanfônica Balaio Nordeste dá início às apresentações na festa que fecha o ano em que o grande mestre Luiz Gonzaga completaria 100 anos de idade. No Réveillon de João Pessoa, o grupo formado por sanfoneiros, flautistas e percussionistas interpretará músicas emblemáticas de Luiz Gonzaga, como “Cintura Fina”, a “Volta da asa branca” e “Lembrança de um beijo”.
A orquestra garante um show com muito forró, xote, baião e marchinhas juninas, ritmos típicos nordestinos que vão fazer o povo levantar a areia da praia do Cabo Branco e apreciar a beleza dos arranjos próprios da Orquestra, feitos pelo maestro Lucílio Souza. O show contará ainda com participação especial de Mahatma Costa, fazendo solos e acompanhando a orquestra em sua apresentação.
Capín
A partir das 22h, o grupo paraibano Capín (antigo Capim Cubano) sobe ao palco levando charme e sacudindo maracas, castanholas e guiros, num show que mistura salsa, merengue, cúmbia, rumba e pop latino. Além de seu já consagrado repertório, a banda apresentará novas canções, fruto do novo trabalho intitulado “Capín – Miami Station”, com um som ainda mais dançante e o incremento do dance eletrônico.
Boas vindas a 2013
À meia noite, tem início a queima de fogos de artifício, com um show pirotécnico de 14 minutos de duração. Este ano, a PMJP inova ao adquirir três toneladas de material e armazená-las em duas balsas a 400 metros de distância da praia. Para evitar incidentes, até o início da festa será montado um esquema especial de segurança, que inclui equipe do Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e da Guarda Municipal.
Após o show de Capín, entra em cena a Banda Paralamas do Sucesso. A consagrada banda vai apresentar o melhor do rock nacional, mesclando canções que fazem parte da história de toda uma geração. Às 2h20, entra em cena o frevo, com show do Maestro Forró e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério. A apresentação vai se prolongar até que apareçam os primeiros raios de sol do novo ano.
Estrutura
A festa do Réveillon acontecerá em uma estrutura de 20 mil metros quadrados, no entorno do Busto de Tamandaré. O palco, em formato de concha acústica, possui 18m de frente por 14m de comprimento. Quem estiver mais distante do palco poderá conferir a apresentação por dois telões instalados no espaço da plateia. Por trás da estrutura técnica do evento, vai ser colocado um telão, com uma torre de som, para que as pessoas que estejam nesse espaço também possam acompanhar os shows.
Uma das novidades para este ano é a instalação de um tablado de 6m x 6m de tamanho para garantir a acessibilidade aos cadeirantes, no Busto de Tamandaré. O local escolhido para a instalação possui boa visibilidade para o palco e será coberto, contando ainda com banheiros adaptados.
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) realizou o cadastramento dos flanelinhas, obedecendo a uma lei municipal.
Segurança
A Rua Índio Arabutan, em Tambaú, ficará fechada para o trânsito. Nela serão instaladas as bases e os estandes de todos os órgãos de segurança pública e das secretarias municipais envolvidas no evento. Já os banheiros químicos, totalizando 100 unidades, incluindo os simples e os adaptados, ficarão instalados nas avenidas Almirante Tamandaré e José Augusto Trindade.
A Polícia Civil vai disponibilizar um efetivo de 80 homens para atender as ocorrências do Réveillon. A corporação também anunciou dez viaturas para realizar trabalhos no evento. Para completar o esquema de segurança, haverá uma delegacia móvel para atendimento do público, equipada com computador e impressora, que ficará na região da praia de Tambaú.
A Delegacia Online estará funcionando para atender ocorrências de perdas e extravio de documentos e objetos. Com relação ao trabalho repressivo, as polícias civis das delegacias especializadas também estarão infiltradas nas duas festividades, com o intuito de debelar qualquer tipo de prática criminosa.
Enquanto isso, a Polícia Militar contará com o efetivo de 300 policiais, 15 viaturas, mais de dez motociclistas, além de equipe de ronda a pé, de bicicleta e a cavalo.
O Corpo de Bombeiros anunciou que 80 militares serão distribuídos para exercer as funções de guarda-vida em toda a orla, com a ajuda de jet ski. Haverá uma equipe para prevenção de acidentes, com motos de resgate. Outro ponto acentuado foi o combate e a prevenção de acidentes na área do evento, incluindo palco e balsa.
Tendas e trânsito
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) acompanhará a instalação das tendas no Réveillon a partir das 8h do dia 31 de dezembro, orientando as famílias. Esses abrigos precisarão ter dois metros de distância entre eles e ficar a cinco metros das dunas e áreas de vegetação nativa. Oitenta agentes de controle urbano e fiscais estarão responsáveis pelo trabalho.
A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) fechará o trânsito a partir das 17h, nas vias que formam o quadrante do Busto de Tamandaré. Ou seja, as avenidas José Augusto Trindade e Epitácio Pessoa, ambas no trecho que começa na Avenida Marcionila da Conceição e vai até a orla; e as ruas Helena Meira Lima e Adolfo Loureiro, além da Avenida Índio Arabutan, sendo as três desde a Avenida Antônio Lira até a praia. A secretaria disponibilizará 100 agentes, que estarão distribuídos em todas as áreas do evento, além de 20 viaturas.
Conheça mais sobre a Orquestra popular Banda do Hemetério
A Orquestra Popular da Bomba do Hemetério animará o réveillon de João Pessoa com ritmos pernambucanos mesclados aos demais ritmos do Nordeste e do Mundo. O maestro Forró, que conduz a orquestra promete agitar a festa em comemoração à chegada de 2013 com a mistura de sons.
Além dos já conhecidos sucessos interpretados pela OPBH, como Tô Doidão, o repertório da Orquestra trará também canções do novo CD do grupo – #CabeçaNoMundo – e homenagens à Paraíba e seus músicos.
Maestro Forró diz que quem participar da festa não vai se arrepender, pois o show preparado pela Orquestra é para marcar com alegria e muita energia positiva o novo ano e garante uma numa nova versão da tradicional Paraíba Masculina, de Humberto Teixeira.
A Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH) é um dos mais tradicionais grupos de Pernambuco e acaba de completar dez anos. Sua criação pelo músico Francisco Amâncio da Silva (Maestro Forró) veio do desejo de reunir os músicos da sua própria comunidade para estudar a linguagem musical acadêmica e valorizar a riqueza cultural da Bomba do Hemetério, dando forma, cores e vida à OPBH, hoje formada por 18 componentes .
Ao longo de uma década, a OPBH encantou plateias dos quatro cantos do País, assim como do exterior, como Nova Iorque e Cuba. Recentemente, a OPBH recebeu a mais importante comenda cultural do Brasil, a Ordem do Mérito Cultural, que foi entregue pela presidenta Dilma Rousseff ao Maestro Forró em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 05 de novembro de 2012.
A filosofia de trabalho do grupo é focado na pesquisa, manutenção, releitura e interação entre vários ritmos e expressões musicais existentes em Pernambuco, no Brasil e no mundo, o grupo trabalha a formação profissional e cidadã dos músicos como tema permanente nos ensaios que acontecem, pelo menos, duas vezes por semana durante o ano inteiro.
O Maestro Forró criou a OPBH colocando em prática este conceito e desenvolvendo um trabalho permanente na formação e/ou qualificação de músicos e na criação de composições, arranjos e releituras.
A perseverança do trabalho do Maestro Forró e dos integrantes da Orquestra mudou pra melhor a visão da cidade sobre o bairro, elevou a autoestima coletiva dos seus moradores, que hoje se reconhecem no sucesso da OPBH e se orgulham de fazer parte dessa história.
A orquestra tem pouco mais de seis meses de formação (em 2003), a OPBH através de uma parceria com o grupo Um Bloco em Poesia, produziu o CD demo intitulado “Orquestra Popular da Bomba do Hemetério Ao Vivo” e com apenas mil cópias iniciou a divulgação do seu trabalho. Ainda em 2003, com shows no carnaval organizado pela Prefeitura do Recife, a OPBH conquista um público eclético.
A partir daí, a Orquestra não parou mais de tocar. Toca o ano inteiro com shows próprios para cada situação (rua ou palco), como o show “Fole Assoprado” específico para o período junino. Em fevereiro de 2004, a OPBH pôs no mercado o primeiro CD oficial da Orquestra.
O álbum “Jorrando Cultura” com canções que exaltam a riqueza cultural da Bomba do Hemetério. Com recursos próprios e incentivos do SIC Municipal o CD contou com a participação de brincantes do bairro, como o Mestre Walter e Zé Amâncio do Coco.
No ano de 2007, com o lançamento do CD “Jorrando Cultura Ao Vivo” que depois se transformaria em DVD e Blu-Ray (2009), a OPBH consolida o seu trabalho. Gravado em tecnologia high-definition de alta definição a versão em blu-ray coloca a OPBH entre os grupos musicais pioneiros no Brasil em gravar e exibir imagem digital.
Este ano, marcando seus dez anos, lançou, no dia 17 de novembro seu mais novo trabalho, CD #CabeçaNoMundo, com 12 faixas e participações especiais de Fred04, da Mundo Livre S/A, e Lirinha, ex-integrante do Cordel Encantado.
Sem a preocupação de rotular a sua música e se enquadrar em qualquer estilo musical, a OPBH vem conquistando cada vez mais elogios do grande público e da crítica especializada por apresentar arranjos fora dos padrões das orquestras tradicionais, unindo características eruditas e populares. A OPBH toca, canta, dança e “faz teatro” em comunicação direta com o público, que corresponde e participa dos shows.
Outro diferencial nos shows é o figurino da Orquestra, criado por estilistas pernambucanos, os figurinos prezam por valorizar elementos da nossa cultura de forma irreverente, marca da OPBH.
No palco ou em apresentações de rua, o Maestro Forró é um espetáculo à parte. Além de reger de uma maneira bem particular e nada convencional entre os maestros, canta, toca e usa figurino personalizado, geralmente composto por bermuda, camisa de manga comprida, gravata, grandes óculos e alpercatas, desmistifica e desburocratiza a figura do regente.
O estilo performático criado pelo jovem Maestro Forró marca com originalidade as apresentações da OPBH e influencia outras orquestras a adotar posturas semelhantes.
Através de apresentações carregadas irreverência e leveza, o Maestro Forró consegue ir além da regência pura e simples: ele encanta e envolve a plateia, fazendo com que ela se “entregue” à brincadeira, ao espetáculo.
A Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, seguindo uma fórmula própria vai então construindo sua história, valorizando os elementos da cultura pernambucana, e deixando sua marca na música brasileira.
Da Redação Com Secom/PMJP - Assessorias















