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Adriana acima do volume morto e as estratégias ‘culturais’ de Assis


Adriana acima do volume morto

Quem esteve na cidade de Pilões, no último dia 08 para participar do aniversário da ex-prefeita Adriana Andrade  pôde constatar que engana-se quem aposta que  ex-gestora acabou-se politicamente. Ao reunir ex-secretários – registro a presença perceptível de Wilma Lira (saúde), Cristina de Iran (IPMP), Willames Bolaço (Ação Social) e Manoelzinho (Agricultura) – além de vereadores como Edilson Mendes, Gordo e Doideira, dentre outros auxiliares, pode ter a certeza de que ela não encontra-se em seu ‘volume morto’.

O ser humano tem o poder de ressurgir das cinzas, Adriana parece ter essa característica. O seu recuo durante cerca de oito meses parece ter sido estratégico; o intuito era analisar o cenário, visualizar como o prefeito – tido até bem pouco tempo como aliado – ia acolher seus seguidores, para só assim poder se posicionar. E assim fez Adriana. Seu retorno a vida pública tem prós e contras, mas tudo parece ter sido milimetricamente contabilizado por ela.

A este colunista, Adriana deixou transparecer sua firmeza de projeto, não se aventura e não está pra brincadeira. Se é verdade – assim como alguns se apressaram a afirmar – que a ex-prefeita está tentando, sem chance, se recuperar, a quem então ela mete medo? Aguardemos os próximos passos da professora.

As estratégias ‘culturais’ de Assis

Quem ouviu o sindicalista mariense, Assis Firmino, falar sobre seus projetos culturais certamente acredita que ele ainda está no comando do Departamento de Cultura da Prefeitura de Mari. Com todo respeito que o tenho, quando o ouvi neste sábado (09) no Programa Araçá em Debate, cheguei a imaginar que o Prefeito Antonio Gomes o havia nomeado para a Gerência de Cultura de sua gestão. A ficha só veio a cair, quando o próprio Assis afirmou e reafirmou seu alinhamento com o grupo do ex-prefeito Marcos Martins.

Logo me veio uma série de questionamentos, dentre os quais o fato de que quando Firmino estava a frente da Gerência de Cultura do município, na gestão anterior, não conseguiu se quer montar um palco para apresentação de babau, um evento próprio de seu setor, chegando inclusive a ser desprestigiado em evento que preparou para a apresentação do plano municipal de cultura no meado do ano de 2013.

Assis diz fazer agora o que não conseguiu fazer no comando da gestão cultural com dinheiro e poder a seu favor. O que dizer para os envolvidos diretamente com a cultura – artistas, cantores, artesões – que há muito lutam para conseguir valorização e assistem o discurso fácil de Firmino?

Se é verdade que Assis Firmino vai realizar uma revolução cultural após perder o poder da caneta da prefeitura, tudo através de seu Centro Cultural, bem que a prefeitura poderia extinguir o órgão oficial e entregar a política cultural do município nas mãos de Assis e de seu centro.

As ações de Assis ao insistir que vai revolucionar a cultura, só nos deixa uma conclusão: o sindicalista, agitador cultural pretende concorrer com  a gestão e mostrar que é mais capaz que “os governos” – do passado que ele fez parte e do atual que ele diz ser apenas admirador, mas escancaradamente concorrente.

Marcos Sales
Contato com a coluna: @Salles_Marcos
Email: marcosexpresso@live.com

 

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