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Associação promove campanha para conscientizar sobre o câncer de boca e garganta


Neste #julhoverde, ACBG Brasil vai informar sobre prevenção e direitos do paciente

Em 27 de julho é celebrado o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. Durante todo o mês de julho, a Associação de Câncer de Boca e Garganta – ACBG Brasil realiza uma campanha de conscientização sobre a doença, que registra cerca de 41 mil novos casos segundo estimativas de 2016/2017 do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

 A proposta é utilizar a cor verde e a hashtag “#julhoverde” para disseminar a informação sobre o tema e atingir o maior número possível de pessoas, com ações na internet, redes sociais e nas ruas. A iniciativa quer estimular a prevenção “boca a boca”, já que a boca é alvo da doença, e dela deve sair a mensagem de alerta.

“Precisamos esclarecer a população sobre os fatores de risco e a informação certa é o primeiro passo que pode levar ao diagnóstico precoce. Essa doença pode ser curada se detectada no início, com a própria pessoa podendo fazer um autoexame e identificar se existem feridas na boca que não cicatrizam há mais de duas semanas” destaca a presidente de honra e fundadora da ACBG Brasil, Melissa A. R. Medeiros.

 Os tumores malignos de cabeça e pescoço correspondem a quase 7% de todos os tipos de câncer e é o quinto entre os homens aqui no Brasil. São cerca de 10 mil mortes por ano no país. Além dos óbitos, os pacientes sobreviventes enfrentam perda significativa da qualidade de vida durante e após o tratamento.

 A doença

 Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe (onde é formada a voz), esôfago cervical, glândula tireoide e seios paranasais. Anualmente, cerca de 700 mil novos casos são diagnosticados no mundo. No Brasil, também há o crescimento da incidência e o câncer da cavidade oral é o 5º tipo de tumor mais frequente em homens ocorrendo 3 vezes mais em homens do que em mulheres.

 Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, com impacto negativo na sobrevida do paciente. Outro alerta é em relação à faixa etária dos indivíduos diagnosticados com tumores de boca e garganta, que reduziu significativamente nas últimas décadas, com um grande aumento de casos entre mulheres e jovens. O tabaco é responsável por 97% dos diagnósticos de câncer de laringe. O álcool associado ao fumo aumenta o  risco em 5 vezes para câncer nessa região. A infecção pelo HPV (papilomavírus humano) também contribui com o aumento na incidência da doença em jovens nos últimos anos em virtude da falta de uso de preservativos na prática do sexo oral, por exemplo.

 O câncer de cabeça e pescoço, independentemente da modalidade terapêutica escolhida (cirurgia, radio e/ou quimioterapia), causa sequelas psicológicas e anátomo-funcionais irreversíveis para qualidade de vida do paciente.

 Sobre a ACBG Brasil

Associação de Câncer de Boca e Garganta – ACBG Brasil surgiu por motivação do trabalho desenvolvido desde 1995 pelo Grupo de Acolhimento a Pacientes de Câncer de Boca e Garganta (GAL), que atendeu a mais de 2.000 pessoas até 2015 em Santa Catarina.

A partir de 2011, o GAL passou a fazer mais pelos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, que na maioria dos casos sofrem mutilações graves e ficam limitados quanto ao convívio social devido às sequelas dos tratamentos realizados. Em consequência desse movimento, a ACBG Brasil foi fundada em janeiro de 2015.

A associação atua em quatro frentes: advocacy, disseminação de informação, inclusão social e acesso à reabilitação.

www.acbgbrasil.org

Da Redação 
Do ExpressoPB

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