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Na Paraíba, mãe de dois adota quatro crianças deixadas na porta de casa


A dona de casa Suely Ferreira Guimarães é a prova viva da frase “coração de mãe sempre cabe mais um”. Casou aos 17 anos, morou com o marido em São Paulo e no Paraná, teve dois filhos. Mudou-se para Campina Grande e mudou também o tamanho da família. Suley acolheu um a um, quatro bebês que foram deixados dentro de caixas de papelão na porta sua casa, no bairro de Bodocongó. Deixou de ser mãe de dois para ser de seis filhos.

Suely e o marido mantinham a família, ainda com duas crianças, de forma modesta, mas não abriu mão de acolher os bebês abandonados. “Chorei, me desesperei, fiquei feito uma louca. Corri atrás dos vizinhos, atrás de mamadeira, de chupeta, de roupa, que eu não tinha. Um dos bebês quando eu peguei estava com formiga, resto do parto”, comentou.

A iniciativa foi de Suely, mas o trabalho de cuidar e não medir esforços para acolher e dar condições às crianças foi da família toda. Os dois filhos e o marido de Suely se esforçaram para cuidar dos novos integrantes da família. Douglas Ferreira Guimarães, mecânico e um dos primeiros filhos do casal, contou que o primeiro salário dele foi gasto com os irmãos acolhidos pela mãe.

Eu sempre quis ter irmão. Comecei a trabalhar logo cedo, e com meu primeiro dinheiro de trabalho, a primeira coisa que eu fiz foi comprar uma mamadeira”, comentou. Sonalle Guimarães, administradora e uma das filhas do casal que acolheu os novos irmãos, confessou que se espelha na mãe.

Silmara Guimarães, uma das filhas acolhidas, também tem a Suely como inspiração. “O que ele fez, poucas pessoas fazem. Tenho ela como um espelho”. O marido da dona de casa, Givaldo Ferreira, decreta que “todos temos um jeito especial de amar a ‘mãe”. “Quando eu me dediquei a ser mão, tudo que fosse possível eu faria na vida. E se fosse para fazer tudo de novo, eu estaria pronta para fazer”, concluiu a mãe do coração de mãe, Suely Ferreira Guimarães.

Redação com G1

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