ExpressoPB

Editorial de EXPRESSO aborda ‘vozes das ruas X ouvidos dos gestores’: O exemplo que vem de Mari


A edição de EXPRESSO de nº 26 que está em circulação por toda a Paraíba, aborda em seu editorial uma reflexão sobre o comportamento dos gestores públicos diante das vozes das ruas e dos reclamos e cobranças da sociedade. Nele EXPRESSO apresenta um exemplo concreto da ex-prefeita de Mari, Vera Pontes, que entendia que  não ouvir palpites tornavam os gestores mais acertados.

Segundo o Editorial, a tese de Dona Vera estava completamente errada, justamente pelo resultado final de sua gestão, quando não conseguiu se reeleger e ainda saiu com sua imagem fortemente chamuscada pelo seu adversário.  “Se a então prefeita adotou como regra o que escreveu naquele artigo, percebe-se que as suas convicções estavam completamente erradas, tanto que sua tese na prática não se sustentou.”, diz.

Ao final, o editoral orienta aos atuais gestores: “O exemplo de Vera deve, acima de tudo, servir de alerta para qualquer outro gestor que tenha ‘ojeriza’ a críticas e/ou pitacos em suas gestões.”

Leia aqui matérias exclusivas da REVISTA EXPRESSO 

Abaixo, o editorial completo: 

O exemplo que vem de Mari

Mais de cinco décadas após sua emancipação, Mari elegeu, no pleito de 03 de outubro de 1996, pela primeira vez uma mulher para o cargo máximo do município. Vera Pontes superou todos os obstáculos que uma mulher na sua condição dificilmente conseguiria, numa cidade marcada por preconceitos mil, assim como outras de seu porte.

Vera assumiu a gestão em 1997 com uma baita popularidade, mas ao chegar o último ano de governo, além de não conseguir sua reeleição saiu com a biografia chamuscada pela forte campanha negativa implementada contra ela por seu algoz, que a venceu no pleito seguinte.

É preciso, portanto, as respostas adequadas que respondam a questionamentos sobre a derrocada da mulher que chegou a ser imbatível em dado momento de seu governo.

Vera entendia que o administrador não precisa ouvir o povo, afirmava que a história mostra terem sido eles – esses administradores – os mais acertados.

Em artigo publicado no Jornal Umari de junho de 1997, a então prefeita foi categórica ao escrever em sua coluna “Com a palavra a Prefeita”: “Muita gente tem medo do povo, detesta que os mesmos deem palpites em suas administrações, mas a história prova terem sido eles os mais acertados, desde que o mundo é mundo.”

Se a então prefeita adotou como regra o que escreveu naquele artigo, percebe-se que as suas convicções estavam completamente erradas, tanto que se sua tese na prática não se sustentou.

O exemplo de Vera deve, acima de tudo, servir de alerta para qualquer outro gestor que tenha ‘ojeriza’ a críticas e/ou pitacos em suas gestões. Controvérsia ao que dizia Dona Vera, os fatos mostram que esses gestores são os que mais cometem erros, por acharem que estão acima do bem e do mal.

Portanto, administrar ouvindo as vozes das ruas deve ser uma máxima dos senhores gestores, não é por acaso que o poder emana do povo, que elege e que derrota.

Da Redação 
Do ExpressoPB

Artigos relacionados