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Avaliação da eleição, Adinaldo e o canto da sereia e as semelhanças entre Adriana e Renata


Atentai bem, amigos leitores, para a minha ausência na coluna, haja vista, tantas atividades que me consomem o tempo. Volto a escrever há poucos dias de 2017, mas essa não será a última publicação do ano por aqui. Pretendo despedir-me dos leitores e saudar o novo ano antes mesmo da virada.

Enquanto isso vou abordar temas e assuntos do cotidiano que ocorreram ou que estão previstos para ocorrer nos próximos dias, conforme o nobre leitor passa a conferir após esse ponto que se segue.

Uma avaliação do pleito eleitoral

Passada a ressacada das urnas, os eleitos precisam tomar pé da realidade de seus municípios, mas a tarefa parece está sendo difícil, já que os atuais gestores – sobretudo os que perderam as eleições – não se propõem a repassar as informações necessárias.

Casos de negativa de informações podem ser constatadas em Bayeux, Mari, Conde e Curral de Cima, apenas para citar como exemplo.

As semelhanças entre Adriana e Renata

adriana-renataEste colunista pode estar enganado, mas a vitória da Dra. Renata, prefeita de Belém, tem muitas semelhanças com a vitória de Adriana Andrade em Pilões, em 2012.

Adriana venceu do esquema governista, Renata também. A primeira teve mais de mil votos de maioria, a segunda também. A primeira não fez maioria na câmara, a segunda também. A primeira tinha um carisma impressionante, a segunda também. Eis que o que vai contar mesmo será o final.

Adriana Andrade em Pilões chegou ao ponto de se quer concorrer a reeleição de tão impopular que se tornou ao passar três anos de seu governo.

Certa vez este colunista descreveu a liderança da prefeita Adriana Andrade em Pilões no artigo “Liderança não se impõe, não se compra, se conquista; que o diga Adriana” de junho de 2013 (VEJA AQUI).

É claro que ninguém espera da Dra. Renata uma má gestão, assim como ninguém esperava da Profª. Adriana, mas as circunstâncias a levaram a isso, esperamos que não as leve a Dra. Renata a tal situação.

Nepotismo até na morte

Informações chegadas a coluna confirmam que a bancada governista na câmara de Mari resolveu fazer um agrado ao prefeito Marcos Martins e revogou a lei que daria nome de mini hospital ao ex-prefeito José de Melo e passou a vez para o irmão do prefeito falecido em um acidente em abril deste ano, Wanderley Martins.

A obra não está concluída e o atual prefeito perdeu a eleição, agora basta saber se a câmara na próxima legislatura vai revogar novamente a lei ou manter a que está aprovada.

Adinaldo e o canto da sereia

O ex-prefeito de Mari Adinaldo saiu do pleito eleitoral bastante chateado. Dizem que tem sido ríspido e intolerante com aliados antigos por não terem lhe acompanhado nesta eleição.

É evidente que Adinaldo Pontes foi levado para o canto da sereia ao insistir – insuflado por figuras ligadas ao atual prefeito – em disputar o pleito. O que se viu antes do início da campanha foram figuras carimbadas que sempre destilaram ódio contra o casal Adinaldo e Vera Pontes e os seus, se dizerem apoiadores de sua pré-candidatura.

Começada a campanha nenhum dos incentivadores de Adinaldo a entrar na difícil empreitada o acompanhou, o resultado foi vexatório.

Quem em sã consciência acredita que um (a) fanático eleitor de Marcos Martins e que recebe gordas gratificações de sua gestão deixaria de apoiar o próprio Marcos para apoiar Adinaldo?

As ‘adesões’ as quais o Gordo se vangloriava de receber tinha um único objetivo: dividir a oposição, pois com isso Marcos acreditava vencer outra vez.

O fato é que Adinaldo foi derrotado pela estratégia de Marcos Martins ao se aventurar sozinho em uma candidatura, apesar de Adinaldo não perceber e continuar afastando de si os que ainda lhe tem admiração, ainda… o tempo dirá quem tem razão.

Cumprindo uma única promessa 

Por falar em Adinaldo, Marcos Martins, afeito a prometer e não cumprir, conseguiu realizar uma única promessa em sua vida pública: destruir a carreira política dos Pontes, diga-se Adinaldo e Vera. A engenharia articulosa implementada por ele nessa eleição foi a senha para o fim.

Arrogância e prepotência de Tarcísio 

19 votos. Esse foi o tamanho da arrogância e prepotência do prefeito Tarcísio Saulo de Gurinhém, suficiente pata derrotá-lo.

Candidato a reeleição, Tarcísio se considerou o político mais esperto da cidade e subestimou a experiencia da dupla Claudino e Jorginho, deu em derrota.

Que fique a lição para ele e para outros políticos salto alto.

Três toques da coluna

  1. Alcione Beltrão vai começar a conhecer seus verdadeiros amigos em Alagoinha a partir de 1º de janeiro.
  2. A Dra. Darc Bandeira experimentou a derrota e a traição de muitos que estiveram comendo na sua mesa em Mulungu.
  3. Quem planta vento colhe tempestade, que o diga o ainda prefeito de Mari, Marcos Martins.

Marcos Sales
Contato com a coluna: @Salles_Marcos
Email: marcosexpresso@live.com

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