Greve leva Consuni a adiar eleições para reitor da UFPB, irritando chapa oposicionista

As eleições para a escolha do novo reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), previstas para acontecer no próximo dia 30 só acontecerão duas semanas após o término da greve dos professores, deflagrada há uma semana, de acordo com decisão tomada na manhã desta sexta-feira pelo Conselho Universitário da Universidade Federal da Paraíba (Consuni).

De acordo com o artigo 52 da resolução do Consuni que regulamenta a consulta à comunidade universitária, somente em situação de anormalidade essa data poderia ser adiada. “Não há nada mais anormal que uma universidade vazia”, disse o professor.

Em nota distribuida à imprensa, a candidata de oposição, professora Margareth Diniz, disse que a proposta de adiamento da eleição de reitor é mais um casuísmo. “Apenas confirma essa trajetória de desrespeito às normas eleitorais desta eleição. A greve dos docentes não representa vantagem para nenhum dos candidatos, pois todos enfrentarão as mesmas dificuldades para mobilizar o eleitorado.
Além disso, não há nenhuma previsão de volta às atividades dos docentes, com o agravante de que os técnico-administrativos devem entrar em greve logo após a realização do segundo turno”,

Tumulto

Após a decisão do Consuni, alguns partidários das duas candidatas quase entram em confronto físico, provocando uma confusão generalizada. O reitor Rômulo Polari foi vaiado e seguido por pessoas que contrárias a decisão de adiar as eleições até a entrada do seu gabinete. Já osque defendem o adiamento das eleições tentaram evitar o protesto e por pouco não houve uma pancadaria na reitoria da UFPB.

Da Redação

Com Fatos PB

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