Roma e Grécia Antiga modelos educacionais definidos e o Brasil de hoje não tem – Por Damásio Junior

Professor Damásio Junior

Nos últimos anos, venho observando o desenvolvimento educacional brasileiro e na minha limitada capacidade verifico que a educação brasileira não é direcionada para os modelos educacionais atuais de forma exata e tem uma crise de identidade que não existiu no modelo educacional do mundo antigo na Roma Antiga e na Grécia. Será exagero?

Em pleno século XXI, com várias mudanças sociais, culturais e educacionais que aconteceram no mundo. Percebo que o direcionamento da educação para formação do cidadão no Brasil é falha nos conceitos, métodos e currículos adequados fundamentalmente para definir o papel da educação formal exato na formação dos brasileiros.
No modelo grego antigo era fundamental a formação crítica do homem, razão e inteligência crítica, sabemos que existia a preocupação de ter indivíduos fortes e preparados para guerras, no entanto, prevalecia a formação do homem que participasse ativamente das questões políticas das pólis, cidades gregas.Já, o modelo educacional romano, mentalidade prática, apesar de ter algumas características de influência grega, era voltado para preparar o indivíduo que exercesse atividades práticas no cotidiano da sociedade romana.
Os gregos e romanos em plena antiguidade sabiam que tipo de ensino formal os seus cidadãos deveriam receber desde os homens que seriam os de ação na Grécia para sua preparação física e de conceitos necessários para formação do guerreiros e os homens de sabedoria o estudos das artes liberais . Na Roma Antiga, o homem era educado para ser o cidadão ideal que deveria no mínimo conhecer às leis.
No Brasil, é facilmente comprovada falhas nas grades curriculares e uma não preocupação na formação do indivíduos e sim apenas passar conteúdos limitados,muitas vezes, por práticas de um ensino positivista e direcionada à aprovação em vestibulares, por consequência, criando uma indústria dos vestibulares, e não pessoas para o mercado de trabalho ou que exerçam sua cidadania com uma prática simples e cotidiana.

Então, nossa educação anda sem rumo e perde até para modelos educacionais de muitos séculos atrás.

José Damásio Ferreira Alves Junior
Colunista
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