Violência contra a mulher: Em fevereiro as estatísticas revelam 12 assassinatos na Paraíba

São preocupantes os índices de assassinatos registrados contra as mulheres na Paraíba. Só no mês de fevereiro, segundo levantamento feito pela Equipe do Expresso PB,  foram 12 mulheres assassinadas e nesse 1º de março já se registra casos de agressão e violência contra elas.

No ínicio de fevereiro o caso de Queimadas ganhou repercussão nacional, onde num domingo (12) durante uma festa de aniversário seis bandidos encapuzados e fortemente armados invadiram a comemoração, amarraram as 15 pessoas que estavam no local e as agrediram, além de estuprarem todas as mulheres e duas delas foram assassinadas.

O caso não teria tido tanta repercussão se a Polícia não tivesse descoberto que os bandidos eram amigos dos donos da festa e dois dos estupradores eram os próprios donos da festa. As duas mulheres foram mortas justamente porque reconheceram os seus algozes.

Em 14 de fevereiro uma jovem de 18 anos de idade foi assassinada na porta de casa no Bairro do Rangel em João Pessoa por haver clamado por justiça em uma emissora de TV  pela morte de seu pai, ex-agente penitenciário assassinado ano passado.

Na cidade de Solânea, no dia 22, uma mulher, Glauciene Pereira Porto de 31 anos, foi morta a golpes de faca peixeira, o crime teria sido motivado por preconceito já que a vítima era homossexual.  Em depoimento, Maria Ibiapina, companheira da vítima, afirmou que o crime foi praticado por uma mulher conhecida como Candelária Alves da Silva, 30 anos, visinha de Glauciene.

Já no mesmo dia 22, na cidade de Remígio, no Brejo Paraibano, próximo a Solânea, uma mulher foi encontrada morta dentro de um açude. Ela foi morta brutalmente e segundo a polícia, o corpo de Lucinete Pereira de Medeiros, 25 anos, foi encontrado todo amarrado. Após investigação, a polícia descobriu que foi o cunhado da vítima teria assassinado a mulher.  Ainda de acordo com a polícia, Lucinete Pereira foi torturada, amarrada e, em seguida, teve o corpo jogado dentro de um açude.

Na quinta-feira (23) em João Pessoa, uma mulher foi encontrada morta,  amordaçada e com várias perfurações pelo corpo que foi encontrado por populares que acionaram a polícia para fazer a remoção do cadáver.

Segundo informações dos peritos do IML, que estiveram no local, a mulher estava com os pés e as mãos amarradas com cabos de energia, debaixo de vários lençóis, em cima de um carrinho de mão, abandonada próximo ao Hospital Santa Isabel.

A mulher ainda apresentava seis perfurações, sendo duas no pescoço, provavelmente frutos de arma branca.

Na noite do dia 23, na cidade de Lagoa Seca uma mulher foi assassinada à queima roupa. A agricultora Maria de Lourdes Leite, 46 anos, foi assassinada com vários tiros de pistola calibre 12 quando iria buscar algumas de suas vacas.

De acordo com informações de familiares, algumas pessoas viram homens desconhecidos saindo correndo do local e escutaram gritos, quando chegaram a encontraram  morta.

Ainda no dia 23 em Santa Rita, durante a noite uma mulher foi assassinada com requintes de crueldade. Passava das 6h da manhã do dia 24,  quando o corpo da mulher foi encontrado por populares. De aproximadamente 25 anos ela foi morta, segundo as primeiras informações, a golpes de tijolos e facadas, já que as armas encontrava-se ao  lado do corpo. O crime aconteceu no loteamento Feliz, no conjunto Tibiri.

Em Arauna o homicídio ocorreu com característica de execução  na noite  do sábado (25).

Adriana Rodrigues  Viana, de 27 anos, foi alvejada por, pelo menos, cinco disparos de  arma de fogo. A vítima foi socorrida por populares, encaminhada para Campina Grande, mas morreu a caminho do hospital. Passavam das 22hoo quando, de acordo com testemunhas, dois homens encapuzados com máscaras carnavalescas, saíram  de um matagal que fica há  poucos metros da residência da vítima, no conjunto Frei Damião, conhecido  como Cangote  do  Urubú. Os homens teriam rendidos dois populares que estavam em uma esquina próxima a redidência. Em seguida Adriana saiu para fechar o portão  da  casa , foi quando os homens se  aproximaram, efetuaram os disparos e  fugiram em seguida pelo matagal.

No domingo, 27, a professora Auridélia Inácio da Silva, 33 anos, foi assassinada pelo ex-namorado Francisco Martins Félix Filho. O crime foi registrado no município de Itaporanga, no Sertão paraibano. Segundo informações da polícia, a professora estava na cidade para a realização do concurso público. Após o certame, quando a mulher retornava para a cidade de Santa Inês com o atual namorado foi assassinada.

Na quarta-feira (29) foi encontrado um corpo de uma jovem, com idade não identificada, em São Bento/Pb na estrada que liga a cidade paraibana  a Serra Negra do Norte RN, nas proximidades do lixão.

A vítima foi morta com tiros de arma de fogo, segundo a polícia a morte pode ter sido motivada pelo seu envolvimento no tráfico de drogas.

O último caso do mês aconteceu na tarde de ontem (29) na cidade de Bayeux, quando uma mulher foi assassinada a golpes de faca peixeira no meio da rua.

Segundo a polícia, Alexandre Isidro, 26, matou a companheira identificada por Juliana Silva Ribeiro Sales, 18 anos. Informações repassadas à polícia apontam que o homem identificado pelo vulgo de ‘Feio’ assassinou a esposa, após suspeitar de traição.

Conforme vizinhos eram constantes os casos de agressões entre o casal. A mulher teria sido espancada esta semana.

Da Redação 
Do Expresso PB

 

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