Sou mulher, Sou forte, Sou sublime – Por Eva Wilma

Na sociedade moderna, a mulher está cada vez mais conquistando seu espaço no ambiente profissional e participando das mudanças ocorridas na contemporaneidade. Aos poucos as habilidades e características femininas começam a ser valorizadas pela sociedade, deixando a mulher, aos poucos de ser uma mera coadjuvante em determinados segmentos sociais e profissionais, possibilitando cada vez mais o seu acesso às posições estratégicas em suas profissões.

Em relação ao trabalho, tais mudanças são ainda mais visíveis. Isto porque com o processo de reestruturação produtiva e com o crescente número de mulheres no mercado de trabalho, a mão-de-obra feminina tem sido cada vez mais aceita e solicitada. Contudo, este contingente feminino ainda tem sido sujeito a algumas limitações, ou tem sofrido dificuldades quanto ao seu acesso a cargos que exigem maior qualificação ou que oferecem maiores possibilidades de ascensão na carreira, especialmente no que se refere a dinâmica de conciliação das demandas familiar e profissional.

Ao longo das últimas décadas do século XX, as conquistas sociais femininas e no mercado de trabalho foram muitas, no entanto ainda está aquém do ideal. As mulheres têm hoje maior participação, não só no mercado de trabalho, como também nas esferas política e econômica e elas já estão mais à vontade e escolhem de forma mais livre com quem e como querem estabelecer suas relações conjugais.

Na realidade, as mulheres foram da esfera doméstica à ocupação de diferentes funções na sociedade moderna, mas estas conquistas sociais têm sido alcançadas e assimiladas de forma diferente pelas mulheres. O alcance e assimilação das conquistas sociais femininas variam de acordo com a classe social, o grau de escolaridade e a possibilidade real para superar as desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres que ainda existem e persistem na sociedade atual, tanto na família como nas mais diferentes esferas sociais.

Na sociedade atual a mulher vem aprendendo a lidar com os problemas e aos poucos vem aprendendo e sabendo discernir as dificuldades encontradas na dupla e algumas, na tripla jornada de trabalho, no lar e fora dele. As mulheres vêm ao longo dos anos participando para a construção de uma sociedade mais justa, de um mundo melhor e mais equilibrado, no qual se desenha um novo papel para a mulher moderna.

Tem tomado consciência de sua tarefa no mundo político em que está inserida, mas devido as suas condições de fraquezas adquiridas ao longo da história, não avançou eficientemente, como deveria ter progredido, como fizeram em associações bem mais novas e menos numerosas do que a quantidade de mulheres que sofrem o despotismo dos machismos inconseqüentes, que não contém seus momentos de fúria descontrolada.

Já não se pode pensar numa mulher submissa, contudo ela deve compreender sua função social e partir para uma igualdade de participação, tanto no contexto social, como no econômico, tendo em vista que sua atuação de igualdade cada vez mais se concretiza.

A conscientização da mulher como um ser, só se concretizará efetivamente quando ela tiver sua independência política e econômica, tiver consciência de sua real importância e papel na sociedade se livrando de vez da idéia de inferioridade ao homem e assumir ativamente sua responsabilidade na construção de sociedades sustentáveis e na construção da paz.

A mulher está vencendo e deverá vencer muito mais; mas sem a prepotência de companheiras frustradas que brigaram consigo mesma e se debelaram contra aqueles que lhes deram “proteção” durante muito tempo e que hoje está condenado como a fera diante da bela que só oferece amor, paz e tranqüilidade e só recebe violência e desafeto, no pensamento de algumas feministas.

Jamais quisemos sair do papel de oprimidas para sermos opressoras, só queremos igualdades de direitos e respeito aos nossos ideais.

Feliz dia 08 de março para todas as companheiras que fazem a diferença nesta sociedade, que ocupam o seu espaço e que travam uma luta constante para não serem oprimidas.

Solidarizo-me com todas que de uma forma física ou psicológica sofrem algum tipo de violência e aqui deixo um conselho: Se libertem, dêem o primeiro passo, gritem e nunca deixem serem agredidas pela segunda vez, antes disso denunciem.

Uma referência em especial a todas as companheiras do MST, que lutam no dia a dia assumindo todos os papéis, que derramam seu sangue, como já dizia um de nossos pensadores: “Nossa luta (MST) sem as mulheres ficaria pela metade”!

“Enquanto o homem e a mulher não se reconhecerem como semelhantes, enquanto não se respeitarem como pessoas em que, do ponto de vista social, política e econômico, não há a menor diferença, os seres humanos estarão condenados a não verem o que têm de melhor: a sua liberdade.” (Simone de Beauvoir).

Eva Wilma 
Colunista


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