Em tudo o que o ser humano fizer para contribuir com a sociedade na qual vive que faça o melhor que puder!
Era assim que um dos grandes ídolos esportivos brasileiros pensava. Destacou-se na sua área de atuação, a área esportiva e na categoria que sonhou brilhar, o automobilismo.
Era impossível não se deparar, nos fins de semana, com mais um show desse cara. Era impossível não se sentir herói com ele, não se sentir também campeão! Parecia que ali estava alguém de nossa família, alguém que a gente torcia que vencesse, sempre. Esse cara fazia um país inteiro acordar cedo num dia de domingo ou ficar uma madrugada toda acordado só pra vê-lo ganhar e comemorar mais um título! Era impossível não se emocionar!
Seu semblante era a de um verdadeiro guerreiro que só mesmo na história antiga da humanidade se ouvia falar. Sua concentração, em cada corrida, o transformava numa espécie de “fora de série”, que deslumbrava até mesmo os mecânicos que com ele trabalhavam para melhorar o desempenho de seu carro. Alguns diziam que nunca tinham visto uma mente trabalhar tão rápido dentro de um cockpit de uma máquina que atinge quase 300 km por hora numa reta. Ele era, para muitos, um gênio!
Em 1984, ele surge, como uma flecha, por trás do carro de um francês, numa corrida cheia de alternativas e debaixo de muita chuva. Era o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula1. O piloto francês Alain Prost liderava quando a chuva ficou mais forte. Um rapaz, franzino, de 24 anos, chamado Ayrton Senna, vinha voando pelo circuito de rua do principado e, se tivesse tido mais uma volta, antes da interrupção da corrida, o brasileiro da equipe Toleman teria vencido. Nos anos que se seguiram a carreira desse grande piloto, tido para muita gente, como o maior da Fórmula1 e do automobilismo, foi de conquistas. Em 1985, em Estoril, Portugal venceu seu primeiro Grande Prêmio, de uma série de 41 vitórias. Fez 65 pole positions. Foi um dos pilotos que mais venceu em Mônaco, seis vezes e deu ao seu país amado três títulos mundiais, todos conquistados em Suzuka, Japão, nos anos de 1988, 1990 e 1991. Foi, por duas vezes, vice-campeão mundial nos anos de 1989 e 1993. A equipe pela qual conquistou todos os três títulos foi a McLaren. Em 1993, na Austrália, a cantora americana Tina Turner fazia uma turnê, quando Ayrton Senna subiu ao palco e foi homenageado com a canção “Simple, the Best”, Simplesmente, o melhor.
Ayrton Senna da Silva foi, simplesmente, o melhor. A saudade de todo um país ainda é grande e o exemplo desse brasileiro deve servir para todos os que sonham em atingir algo de positivo em sua vida: Procure ser o melhor, naquilo que faz! Ayrton Senna da Silva estaria completando, no dia 21 de março, 52 anos. O tema da vitória (composto pelo maestro Eduardo Souto Neto e gravado, originalmente, pelo Roupa Nova), que atualmente toca quando um piloto brasileiro vence na Fórmula1 e quando há vitórias em qualquer outra categoria esportiva também é um tema de memória, de recordação, de saudades! Ao grande ídolo e herói nacional, minhas saudosas lembranças e meu eterno agradecimento por todas as madrugadas e domingos de vitórias e de títulos, Ayrton Senna… Do Brasil!
Nadja Cristiane Colunista



