O município de Junco do Seridó-PB vem passando dias lamentáveis em decorrência da baixa incidência de chuvas nos últimos anos. O manancial que abastece o município, em conseqüência desse fenômeno, não tem sequer “um pingo d’água para abastecer a zona urbana”. Isso vem ocasionando em dois anos consecutivos estado de calamidade pública, decretado pelo poder público municipal.
Mais lamentável, é saber que existe uma demanda desde o ano de 2003 – quando passamos também por uma grande “Seca” – por uma adutora para abastecer o município, mas que ainda nada foi providenciado. Nesse período, a sociedade indignada se reuniu e constituiu uma comissão, indo até João Pessoa para entregar documentos que demandavam não só a adutora, mas também, ações emergenciais aos órgãos, entidades e políticos das esferas estadual e federal – estamos até agora esperando.
Recentemente, mais precisamente no início do mandato desse novo governo (mês de março de 2011), os munícipes preocupados com mais uma nova estiagem, fizeram um abaixo assinado solicitando providências urgentes para a construção ou extensão de uma adutora, por sinal esse documento foi entregue diretamente em mãos ao governador, no dia em que ocorreu, na cidade de Patos, a reunião sobre o Orçamento Democrático. Mais uma vez estamos sem nenhuma resposta.
Entretanto, enquanto os Governos Estadual e Federal não se mobilizam para solucionar esse problema e diminuir o sofrimento dos juncoeses, o município vem sacrificando seu “Mízero” FPM (Fundo de Participação dos Municípios) arcando com quase todas as despesas no abastecimento de água nas zonas urbana e rural.
Diferente da zona urbana a zona rural vem sendo abastecida pela Operação Pipa, a qual, por sua vez, está funcionando uma semana sim e duas não, comprometendo, assim, a população que vive nesse contexto. População esta que ainda está esperando a boa vontade dos representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) reavaliarem as perdas de produção de milho e feijão no município na safra de 2010-2011 e confirmarem o pagamento do beneficio aos seus contemplados.
Durante os dias com a falta de água, o município vem realizando ações emergenciais como a reativação, limpeza e perfuração de poços artesianos tanto na zona urbana, quanto na zona rural, bem como colocando motobombas em todos eles.
Só na zona urbana foram realizadas estratégias de abastecimentos de água a população, como a distribuição de caixas de água de 5.000 litros em ruas que não possuíam ou estavam longe das fontes hídricas existentes no perímetro urbano; perfurações e limpezas de poços que estavam inativos; compra de um tanque d’água que adaptou ao caminhão pertencente à prefeitura para abastecer os locais estratégicos.
Entretanto, a água advinda dos poços artesianos localizado na zona urbana, por possuir um alto teor de sais, não é recomendada para o consumo humano, principalmente para beber; fato esse que obriga a população arcar com despesas extras para comprar água de melhor qualidade a empresas e/ou a terceiros, sendo essa despesa no final do mês muito alta, atingindo diretamente a “mesa das pessoas”.
Da Redação Com Blog do Ivaldo Show/Por Kleber Medeiros


